Abel Ferreira falou em orgulho ferido após estreia do Palmeiras

Abel Ferreira assume que Palmeiras inicia 2026 com orgulho ferido e admite sentimento de raiva

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O técnico Abel Ferreira foi direto ao ponto ao avaliar como o Palmeiras inicia a temporada 2026. Após a vitória por 1 a 0 sobre a Portuguesa na estreia do Campeonato Paulista, o português admitiu que o clube começa o ano com orgulho ferido e sentimento de raiva pela ausência de títulos em 2025. Algo que aconteceu pela primeira vez sob seu comando.

“Desafio, orgulho. Orgulho ferido e um pouco de raiva também, por tudo o que aconteceu no ano passado. Algumas coisas sob o meu controle, outras não. E espero que não se repita”, declarou Abel quando questionado sobre como encara sua sexta temporada à frente do Verdão.

O comandante português já havia dado sinais dessa mentalidade no discurso de reapresentação do elenco. Na ocasião, Abel admitiu dívida com a torcida palmeirense. “Que as frustrações e as desilusões do ano passado se transformem em energia, caráter, orgulho e alguma raiva, para que neste ano possamos dar essas alegrias que devemos não só a vocês, mas também a nós próprios”, afirmou aos jogadores.

A postura de Abel reflete a realidade de um ano difícil para o Palmeiras. O clube bateu na trave em três competições importantes ao terminar como vice-campeão do Campeonato Paulista, do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores. Além disso, foi eliminado nas quartas de final da Copa do Brasil e do Mundial de Clubes da FIFA, encerrando a temporada sem erguer nenhuma taça.

Avaliação da curta pré-temporada:

Apesar da pré-temporada curta de apenas quatro dias, Abel elogiou o desempenho da equipe na estreia e fez comparações com grandes treinadores europeus para contextualizar as dificuldades enfrentadas. “Vi os jogadores com bateria acima de 15% ou 20% depois do descanso merecido. Vejam o que faz o Guardiola ou o técnico do PSG, no meio da temporada os jogadores param uma semana. Além do desgaste físico, tem o mental. Em quatro dias, fomos bem”, explicou.

O treinador demonstrou satisfação com a dinâmica apresentada pelo time, embora reconheça que há muito a melhorar. “Mostramos dinâmica, nem sempre com as melhores decisões no último terço. Fico feliz pela dinâmica que vi”, avaliou Abel, que utilizou uma formação mista na partida contra a Portuguesa, poupando vários titulares.

A menção ao orgulho ferido ganha ainda mais peso quando se considera o histórico vitorioso de Abel Ferreira no Palmeiras. Desde que assumiu em novembro de 2020, o português conquistou dez títulos pelo clube: duas Copa Libertadores, dois Campeonatos Brasileiros, uma Copa do Brasil, uma Recopa Sul-Americana, quatro Campeonatos Paulistas e duas Supercopas do Brasil. Passar um ano inteiro sem títulos representa uma ruptura dolorosa nessa trajetória.

O técnico deixou claro que pretende usar esse sentimento como combustível para 2026. Ao transformar frustração em raiva produtiva e orgulho ferido em determinação, Abel busca criar uma mentalidade ofensiva no grupo, de quem não se contenta com o segundo lugar e está disposto a fazer diferente para alcançar os objetivos.

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