Mesmo encerrando a temporada 2025 sem títulos pela primeira vez desde que chegou ao Palmeiras em 2020, o técnico Abel Ferreira fez um balanço positivo do trabalho realizado ao longo do ano. Durante a coletiva após a vitória sobre o Ceará por 3 a 1, que fechou o Campeonato Brasileiro, o português destacou conquistas históricas e recordes alcançados pelo Verdão, além de enaltecer o planejamento executado pelo clube.
Vice-campeonato “histórico”
O principal destaque mencionado por Abel foi a pontuação recorde conquistada pelo Palmeiras como vice-campeão brasileiro. Com 76 pontos ao final das 38 rodadas, o Verdão estabeleceu a maior marca de um segundo colocado desde que o Brasileirão passou a ser disputado por 20 clubes em 2006.
“Conseguimos bater mais um recorde. Nunca ninguém conseguiu ficar em segundo lugar com 76 pontos. Em um ano de reformulação, de 17 saídas e 11 entradas, onde investimos para o presente e futuro, uma temporada muito bem planejada, apenas um clube fez melhor que nós no Brasileirão e Libertadores”, avaliou Abel.
A análise do treinador coloca em perspectiva o desempenho palmeirense: apesar de não conquistar o título, o time foi vice tanto no Brasileiro quanto na Libertadores, demonstrando consistência e competitividade nas duas principais competições do calendário sul-americano.
Não que isso seja algo que deixou o torcedor feliz. Mas foi um ponto destacado por Abel.
Reformulação
Outro dos pontos enfatizados pelo técnico foi o processo de renovação do elenco realizado durante 2025. Com 17 saídas e 11 chegadas, o Palmeiras conseguiu manter alto nível competitivo enquanto preparava o time para os desafios futuros, equilibrando investimentos no presente e no futuro.
Abel destacou que, mesmo em meio a essa reformulação significativa, o clube manteve sua competitividade nas principais competições. A estratégia de gestão de elenco permitiu ao Verdão disputar título até as rodadas finais tanto do Brasileirão quanto da Libertadores.
“Mesmo assim, o Palmeiras nunca foi tão respeitado e equilibrado financeiramente. Somos competitivos, mesmo com menos recursos”, afirmou o comandante, destacando a solidez institucional do clube.
Reconhecimento pelo trabalho de cinco anos
Além do balanço específico de 2025, Abel fez questão de contextualizar seu ciclo completo à frente do Palmeiras. O treinador relembrou sua chegada ao clube em 2020 e toda a trajetória construída desde então, com dez títulos conquistados.
“Quando eu cheguei aqui eu tinha zero títulos, e hoje ganho o que ganho por isso mesmo, pelos títulos que ganhamos, vendas que fizemos, trabalho feito no clube, e por isso nosso trabalho foi valorizado”, declarou o português.
O técnico também destacou o impacto financeiro positivo de sua gestão: “Nos últimos cinco anos, só em venda de jogadores, passamos os R$ 2 bilhões.” Os números reforçam que o trabalho de Abel vai além das quatro linhas, contribuindo para a saúde financeira do clube através da valorização de atletas.
Apesar de reconhecer que 2025 ficou abaixo das expectativas em termos de títulos, Abel demonstrou maturidade ao avaliar o ano de forma contextualizada. O treinador não escondeu a frustração pelos vices, mas também não deixou de valorizar os aspectos positivos da temporada.
“Apenas um clube fez melhor que nós no Brasileirão e Libertadores”, ressaltou, referindo-se ao Botafogo, campeão das duas competições. A frase resume bem a visão do técnico: o Palmeiras foi o segundo melhor time do Brasil e da América do Sul em 2025, uma posição que, embora não satisfaça plenamente, demonstra alto nível competitivo.
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