Após encerrar a temporada 2025 do Palmeiras com vitória por 3 a 1 sobre o Ceará pela 38ª rodada do Campeonato Brasileiro, o técnico Abel Ferreira utilizou a entrevista coletiva para fazer um desabafo contundente contra a cobertura jornalística sobre seu trabalho no clube. O comandante português demonstrou profunda insatisfação com especulações publicadas pela imprensa sobre seu salário e premiações, classificando as informações como falsas e irresponsáveis.
Críticas diretas aos valores divulgados
O ponto central do desabafo de Abel foi a divulgação de valores que, segundo ele, não correspondem à realidade de seus vencimentos no Palmeiras. O treinador afirmou que jornalistas têm criado narrativas sem fundamento sobre sua remuneração e bonificações.
“Criam-se narrativas falsas e isto é absurdo. É inacreditável como, de forma leviana, se falam em trinta milhões, em sessenta milhões. Quando quiserem saber, a minha vida é um livro aberto. Perguntem a Leila ou Barros e podem ver quanto é que entra na minha conta sem problema nenhum”, disparou o técnico.
Abel foi ainda mais enfático ao continuar sua crítica: “É inacreditável como jornalistas falam sem saber absolutamente nada e criam narrativas absolutamente falsas. Em relação ao meu salário, é mentira o valor que falam. É mentira em relação a minha premiação. É absurdo os valores que falam.”
Transparência como desafio
Demonstrando abertura total para esclarecer a situação, o treinador desafiou os profissionais da imprensa a checarem os dados com fontes oficiais antes de publicar especulações. Segundo Abel, tanto a presidente Leila Pereira quanto o diretor executivo Anderson Barros podem confirmar os valores reais de seu contrato.
“Quando quiserem saber me perguntem, é um livro aberto, perguntem a Leila e ao Barros. É absurdo que jornalistas falam sem saber, é absurdo os valores que falam tanto de premiação quanto de salários. Precisam falar a verdade para não enganar ninguém”, completou o comandante.
O português também revelou um detalhe importante sobre sua contratação em 2020, quando deixou o PAOK da Grécia para assumir o Verdão: “Há cinco anos alguém foi ao Paok contratar um treinador por mais ou menos seis milhões de reais e o treinador aceitou vir para o Palmeiras. Por cada título que o Palmeiras ganhou desses dez, uma parte da minha premiação foi eu que paguei ao Paok, ok? Por cada prêmio que eu ganhei aqui, eu que paguei ao Paok. Não foi nem o Palmeiras.”
Narrativas contra o clube
Além das críticas relacionadas ao seu salário, Abel Ferreira também questionou o que considera uma cobertura desfavorável ao Palmeiras por parte de parcela significativa da imprensa brasileira. O treinador sugeriu que existe um viés negativo na forma como o clube é retratado pela mídia.
“A imprensa é contra o Palmeiras? Não. O Palmeiras tem 25% da imprensa, mas os outros 75% criam narrativas para prejudicar o clube. Mesmo assim, o Palmeiras nunca foi tão respeitado e equilibrado financeiramente. Somos competitivos, mesmo com menos recursos”, declarou Abel.
O técnico também relativizou o momento sem títulos, lembrando das circunstâncias quando foi contratado em 2020: “Quando foram buscar treinador e ninguém queria vir para o Palmeiras, alguém foi no PAOK e trouxe um treinador por seis milhões de reais, e o treinador aceitou vir.”
O tom do desabafo de Abel Ferreira na última coletiva de 2025 deixa claro que o relacionamento entre o treinador e parte da imprensa brasileira segue tensionado. Agora é esperar e ver como será a relação no ano de 2026.
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